segunda-feira, 18 de março de 2013

DEIXA-ME OUVIR A TUA VOZ, ANTES DO CREPÚSCULO
3.4.1990 

- Tenho um grande desejo de Vós, Jesus, meu Salvador, de Vós que me arrancastes do abismo. Sei que me tratais com ternura e me fazeis sofrer, para melhor me educardes. Sede, ainda, o meu Salvador! Renovai a minha alegria; arrancai de mim todo o mal, uma vez que amai santidade e a sinceridade de coração! 


- Está em Paz, Minha filha; o sofrimento é uma prenda que Eu Mesmo te dou, para te santificar. Eu serei a doce tortura da tua despojada alma, o tormento do teu espírito, a insaciável sede da tua boca, o latejar do teu coração. Abre os olhos, alma, e caminha pela via da santidade. Oferece-Me a tua vontade. Abre os olhos e contempla, alma! Repara no Rasto que deixei atrás de Mim... O Meu Caminho está assinalado com o Meu Sangue; segue esse Rasto que Ele Mesmo te conduzirá a Mim. Não procures outras alianças e não perguntes: "Que é isto?";ou, então: "Que é aquilo?" A Minha própria Força evitará as tuas quedas. Vem a Mim, alma, que Eu Mesmo te oferecerei o Meu Cálice.

Vassula, não rejeites o Meu Cálice; bebe o Meu Cálice, embora Ele seja bem amargo. Bebe, para Me dares Glória, e Eu derramarei sobre ti, como mirra, as Minhas Bençãos. Escuta, Vassula, Minha filha: Embora tu estejas rodeada pelos Meus inimigos, ficarás ilesa. Por isso, não tenhas medo, mas continua; segue as marcas do Meu Sangue e não te voltes, nem para a direita nem para a esquerda. Eu estou diante de ti e espero por ti, para te santificar. Vem; vem sozinha, que Eu não quero encontrar rivais em ti.

Pelo grande Amor que Eu te tenho, come pouco, nestes dias de Purificação. Eu sou o teu Redentor que te espera, no termo deste Caminho. Abre os olhos e olha para as marcas de Sangue que Eu derramei por ti. Que estes dias te sejam memoráveis. Desperta, alma; por que estás, assim, tão adormecida?

Vem encontrar em Mim a tua força. Vem, que Eu acalmarei a tua sede, se tu acalmares a Minha sede de Amor. É este, Minha filha, o teu débito, porque Eu vim libertar-te do abismo e porque fui Eu Mesmo que vim resgatar-te, revelando o Meu Grande Amor por ti. Vem, agora, oferecer-Me a tua vontade; mostra a tua impaciência em apagar a Minha insaciável sede de Amor, deixando algumas gotas do teu amor nos Meus Lábios ressequidos. Eu Mesmo as acolherei, como as flores selváticas do deserto acolhem o orvalho da manhã. 

Alma! Tu não és, nem irrepreensível nem fiel. Contudo, Eu perdoei-te com a Minha Pureza e a Minha Luz. Eu apaguei cada um dos teus pecados. Por isso, agora, sê-Me agradecida. Levanta os olhos para Mim e olha para o Estandarte que estou desfraldando, por cima de ti... Entre muitos, Eu escolhi-te a ti, para mostrar à humanidade, por meio de ti, o Meu Estandarte de Amor e de Misericórdia que agora estou desfraldando por sobre as vossas cabeças.

Geração! Tal como um amante persegue a sua amada, assim vou Eu, por toda a parte, procurando, por todos os meios possíveis, fazer-vos Meus, por toda a Eternidade.

Geração, mostra-Me como, por detrás do teu muro, posso ainda encontrar um amigo fiel... mesmo que não encontre nenhum, pelo menos um amigo hesitante... e Eu mudarei a tua falsidade em palavras sinceras, de forma que o dia da calamidade te não atinja. Amigo! Tu, que ainda hesitas entre o mal e o bem, não sejas tíbio! Não terás ainda compreendido que o Meu Coração sofre de Amor? Vem e escuta as Palpitações do Meu Coração; cada Palpitação é um magnífico Cântico de Amor por ti, amigo, um Apelo de Amor Ciumento do Amor. Vem a Mim, antes que o sol se ponha e antes que as sombras da noite caiam como um véu sobre ti. Vem a Mim; não Me deixes uma vez mais no desalento, até amanhã. Vem, antes que a Tempestade e o Fogo venham a espalhar-vos, como palha ao vento. Vem a Mim, que Eu Mesmo vigiarei sobre ti, alma, nos dias do desalento. Deixa-Me ouvir-te, ó alma; deixa-Me ouvir o rumor dos teus passos; deixa-Me ouvir a tua voz, antes do crepúsculo... 
 1 . 

A figueira está já amadurecida, e depressa comereis os seus primeiros frutos... Feliz aquele que agora tem fome, porque será saciado.

O Amor ama-vos. A Minha Casa é a vossa Casa. Lançai-vos nos Meus Braços e cobrirei a vossa aridez com a Minha Onda de Amor. Vinde, que Eu, Jesus, amo-vos sem limites. 



sábado, 16 de março de 2013

LEMBRAS-TE DE NÍNIVE?
6.8.1991 

- Jesus, salvai-nos a todos! Meu Senhor, esperai que todos os Vossos filhos se convertam, antes que chegue o Vosso Dia! O Vosso Trono está para descer, bem depressa, até nós; mas nós estaremos todos preparados? Fazei com que o Vosso Rio, cujas correntes refrescam áridas cidades, corra em nós. Senhor, mergulhai-nos, invadi-nos, cercai-nos; e, quando estiverdes em nós, que as nossas cidades não mais se possam desmoronar! Santificai esta Vossa Morada, divinizai-nos. 


- O Ungido abençoa-te e exorta-te à oração. Não desesperes 1 
. Dou-vos tempo suficiente para vos emendardes; mas a tua geração compreenderá? Quererão eles emendar a sua vida? Minha filha, deves pensar nas ofensas que se cometem, diariamente, contra Mim. Por quanto tempo ainda o teu Ungido terá de ser ofendido?...

Minha filha, tens alguma coisa a dizer-Me?... Não ouço nada. 


- Graça! Nós precisamos da Graça, para regressar a Vós, precisamente como eu. Eu não sabia nada de Vós e de quanto Vos ofendia, Meu Senhor, até ao momento em que, pela Graça, Vós Mesmo viestes a mim. 

- Então, continua a rezar pelos teus irmãos. Eu digo que Sodoma não será julgada tão severamente como esta geração. Lembras-te de Ninive? Os seus habitantes estavam á beira de um grande desastre e ouviram Jonas, o Meu porta-voz, do mais importante ao mais pequenino... todos 
jejuaram, todos se arrependeram e prometeram mudar de vida e viver santamente. "Refreai os vossos passos e vede; informai-vos sobre os caminhos de outrora" (Jer 6,16)procurai a verdade. Minha filha, feliz o homem que seguir o Meu conselho. Deixa que te diga ainda uma coisa:Eu, o Ungido, incendiar-vos-ei a todos com o Meu Fogo e consumir-vos-ei, para levar a vossa alma a uma nova vida. Mas, agora, há já muito pouco tempo, que os Tempos de Misericórdia e de Graça estão quase a acabar. Eu não escondo os Meus Planos, como tão pouco escondo o Meu Rosto; Eu revelo o Meu Rosto, como nunca. E vós, Meus bem-amados, tendes a missão de ir difundir estas Mensagens do Segundo Pentecostes e aquilo que o Espírito ensina.




sexta-feira, 15 de março de 2013

EU NÃO PRECISO DOS FILÓSOFOS E DOS SÁBIOS DO VOSSO TEMPO
17.8.1990 

- Venho a Vós, meu Javé, para pedir-Vos que perdoeis os meus pecados. Senhor, ouvi a minha súplica. Sei que Vós nos perdoais e esqueceis os nossos pecados. 



- Eu perdôo-te; perdôo-te, de preferência a deixar-te atingir pela Minha cólera... Tu estavas desolada e vazia, estavas faminta pelo teu deserto; eras como um jardim sem água; e Eu, como um curso de água que corre num jardim, vim ao teu encontro para regar o teu solo. Salvei-te das garras do Meu Inimigo. O leão deixou-te e, agora, a tua terra tornou-se um jardim, graças ao Meu Amor e à Minha Misericórdia Infinitos. Eu sou o teu Salvador e Jesus é o Meu Nome. 

Deixa-Me escrever a seguinte Mensagem para um rodense. Eu, o Senhor, estou diante dele, e diante dele ponho fogo e água. Dei-lhe a liberdade de escolher: pode estender a sua mão para aquilo que preferir. Observo cada uma das suas ações; observo a sua consciente e explícita sinceridade para Comigo, como também a sua consciente e clara falta de sinceridade, nos Meus confrontos. 

"Apressa-te e vem a Mim, que Eu farei reviver a tua chama. A pequena chama que ficou em ti está-se a apagar! Eu amo-te com Amor Eterno e a Minha Misericórdia é Insondável. Tu gozas do Meu favor". 
Muitos de vós, hoje, dizeis: "Bebamos e comamos, hoje, que amanhã estaremos mortos". Não mintais a vós mesmos... recuperai os sentidos e virai-vos para Mim, vosso Deus. Obedecer à Minha Lei é amar-Me; e quem vive no Amor vive em Mim. Eu não preciso dos filósofos e sábios do vosso tempo; e tão pouco dos mestres. Eu preciso da fraqueza... da pobreza... da simplicidade... Vêdes? Estão a chegar os dias em que porei a Minha Lei nos vossos corações. Venho, nestes dias de Misericórdia, preparar as nações e recordar-lhes que Eu Mesmo posso purificar a vossa própria alma, de ações vis e morte, que podem levar ao fogo eterno. Mas o coração desta geração tornou-se banal e, muito embora Eu fale abertamente às nações, elas continuarão a não Me ouvir. Vem, toma a tua cruz e segue-Me; Eu abençôo cada passo que tu dás! 



Mais tarde, a um pequeno grupo de oração, em Rodes: 

- Convidei muitos para o Meu Banquete, mas bem poucos estão na disposição de vir 
1 e, por isso, digo-vos: Agora, ide ter com o pobre! Ide ter com o cego! Alguns, encontrá-los-eis já mortos; mas não vos preocupeis: Eu ressuscitá-los-ei. Reergui-vos a vós e reerguerei muitos outros. Deste modo, ide ter com o pobre e com o sofredor e assegurai-vos de que a Minha Casa fique bem cheia! Aqueles que foram convidados, em primeiro lugar, para o Meu Banquete, mas acabaram por se recusar a vir, ficarão surpreendidos, ao verem o cego a readquirir a vista; o pobre, a ficar rico do Meu Conhecimento; e o morto, ressuscitado para a Vida!


Prosperai 
nas Minhas Riquezas e não definheis! Sede constantes e trabalhai pela Minha Glória... Pequenos, vencei o vosso egoísmo. O Meu Reino, agora, está próximo. Sede zelosos e segui a Minha Palavra; mantende-vos puros e aprendei a humilhar-vos a vós próprios, de modo a que o Meu Espírito respire em vós.

Escolhi-vos, Meus anjos, não porque vós o mereçais, mas na medida em que sois pobres e miseráveis. Continuai a glorificar o Meu Nome, reunindo-vos para Me servir; sede ativos em todas as obras de bem-fazer. Eu estou sempre convosco. 




A PAZ!

quinta-feira, 14 de março de 2013


Vassula experimenta a Paixão de Jesus


Visto que recebe o carisma das locuções de Deus, Vassula, em muitas ocasiões, tem experimentado a Paixão de Jesus. 
Os seguintes relatos referem-se a uma dessas ocasiões, experimentada pouco antes de uma conferência em Omaha, Nebraska, em Junho de 1993.

Em 12 de Junho de 1993, antecedendo a conferência na qual o Pe. Ljudevit Rupcic OFM (Teólogo e exegeta franciscano, professor de exegese em Sarajevo; teve a coragem de publicar, em 1983, na Iuguslávia, sob o regime comunista, "As aparições de Nossa Senhora em Medjugorje", primeiro livro publicado sobre estas aparições.) era outro palestrante, Vassula Ryden, Pe. Michael O'Carroll, Madame Christine Lynch, responsável pela edição tipográfica Inglesa de AVVD, Pat Callahan, diretor das edições Trinitas, que publica o manuscrito original das mensagens, e John Lynch se encontraram no quarto de Vassula, no hotel, para discutir o plano de distribuição das mensagens de A Verdadeira Vida em Deus.
Esta experiência de Vassula começou imediatamente antes do início do encontro. O relato da própria Vassula  de sua experiência é seguido pelos relatos do Pe. Michael , Pat Callahan e Chris Lynch.  

O relato de Vassula:
Relato da minha experiência dos sofrimentos de Cristo e da Mensagem que Ele Mesmo deu diretamente, pelos meus lábios, pela minha mão, para dar a sua Benção, pelo meu espírito e meu coração, para sentir os Seus Sofrimentos e por todo o meu corpo, para reproduzir a imagem de Sua Crucifixão, no dia 12 de junho de 1993.
No dia 11 de Junho de 1993 recebi de Jesus a seguinte mensagem: ( 11 de Junho de 1993)  
No momento em que o Pe. O'Carroll, Pat Callahan, Cristina e John Lynch estavam reunidos a conversar, eu ouvia-os. Depois de uma dezena de minutos, as suas vozes começaram a perturbar o meu espírito, tornando-se para mim pesadas e incômodas, ferindo a minha alma. Uma imagem me impressionou: Quão longe estava o mundo - e eu inclusive - da santidade e como faltava a paz, a começar pela paz em cada alma.
A aflição começou a invadir-me, a ponto de começar a sentir uma grande agonia. Inclinei-me para o Pe. Michael O'Carroll e ciciei-lhe ao ouvido que não me sentia bem. Ele pediu, então, a Pat Callahan que tomasse conta de mim, enquanto ele ia ao seu aposento (no hotel), para procurar um documento.
Alguns segundos mais tarde, a agonia atingiu o seu auge e acabei por cair nos braços de Pat. Caí depois por terra, vítima dos tormentos. A minha alma sentia um grande sofrimento e chorava amargamente. Estava cravada no solo, porque Jesus havia tomado posse de todo o meu ser, de forma que sentia tudo o que Ele Mesmo sente, e que Ele agia e falava através de mim própria. Segundo as pessoas presentes, o peso do meu corpo aumentou, tornando-se como chumbo, embora, de fato, eu não tenha consciência alguma desse fenômeno.
Sentia quanto o mundo inteiro atormenta o Corpo de Cristo. Sentia quanto a Paz falta em cada um de nós e quanto, em vez de levantarmos a cabeça para Cristo, nós estamos todos sempre ocupadísimos em nos ultrajarmos uns aos outros, ignorando a Sua Presença no meio de nós.
Vi o quanto o mundo se engana, mesmo os que se dizem mais próximos de Cristo e quanto falta o amor. Senti quanto o Altíssimo é ignorado porque estamos demasiado ocupados, sendo mesquinhos e mal intencionados ou malévolos uns para com os outros. Senti a maldade do mundo e quanto as pessoas se regozijam com se ofender umas às outras. Senti como tudo isso flagela e recrucifica Cristo. O contraste entre a Sua Santa Compostura e as nossas almas manchadas era impressionante. Como estamos longe da santidade e da pureza!.
Depois, Jesus falou pela minha boca. O apelo que suplicava: "Paz" foi repetido muitas e muitas vezes, enquanto o Seu Corpo era atormentado pela nossa crueldade. Por vezes, esta palavra saía como em murmúrio, pois sentia-me crucificada. A agonia da crucifixão apoderou-se de mim. Não me lembro de quanto tempo isto durou. Lembro-me de que o meu corpo tomou a atitude do Crucificado, no momento em que expirava. O meu corpo tomou a posição da morte; a cabeça, inclinada sobre o peito, os ombros arqueados (estavam separados do solo e ficaram, por muito tempo, nessa posição). Durante todo esse tempo, os meus pulsos estavam cravados no solo. A seguir a isso, senti como se alguém levantasse a minha mão direita e lhe desse a atitude da cruz da benção bizantina. Senti como se alguém me fizesse dar a benção, aparentemente, sobre cada uma das pessoas presentes (não consigo lembrar-me disto em pormenor). Durante esta benção, sentia-me em paz e não em agonia.
Quando isso terminou, senti de novo a agonia apoderar-se da minha alma, e os sofrimentos de Cristo tomarem completamente posse de mim. Lembro-me de que, quando estava deitada ao comprido sobre o chão, me vi de repente sentada de novo e penso que gemia suavemente.Depois, fui uma vez mais atirada para trás. As minhas mãos juntaram-se como em oração. E, então, dei comigo a rezar o Pai Nosso, mui lentamente, em pleno choro. Todas as palavras que saiam da minha boca eram espaçadas, de uns dois ou três segundos. Cada palavra era pronunciada com grande dificuldade e a minha voz dificilmente se ouvia. Lembro-me de que, justamente antes de pronunciar as palavras "mas livrai-nos do mal", senti como se o meu corpo fosse despedaçado e a angústia era tão profunda que julguei morrer.
Imediatamente depois desta oração, senti que suspirava pelo Pai e dei comigo a procurá-Lo. Os meus lábios articulavam várias vezes: "Abba", como para dizer "onde estais Vós?".
Depois, a agonia deixou-me e, murmurando, chamei Pat. Pensava, então, que tudo terminara. Pat inclinou-se para mim e aproximou o ouvido de meus lábios, porque a minha voz era difícil de ouvir. Pedi-lhe que me levantasse e me colocasse numa cadeira, porque tinha ouvido o Pe. Michael O'Carroll dizer que não era capaz de me levantar. Então, Pat tentou imediatamente colocar-me em posição sentada, mas logo reconheci que, apesar de todos os seus esforços, a ponto de o deixar ofegante, ele mesmo não me conseguia levantar do chão, nem sequer um centímetro. Compreendi, por experiências anteriores, que Cristo me continuava a manter firmemente. Ouvi Pat explicar ao Pe. Michael O'Carroll que Jesus continuava a manter-me. Devo-lhes ter ainda pedido, por duas ou três vezes, com alguns intervalos, que tentassem levantar-me, mas não o conseguiram. Depois o Pe. Michael O'Carroll tentou, sozinho, sem o conseguir.
Acabei por sorrir, tanto eles pareciam perplexos, ao verem-se assim confrontados com o sobrenatural . Depois, decidiram tentar levantar-me, os dois ao mesmo tempo; mas nem assim o conseguiram. Então, imediatamente a seguir, eu sentei-me sozinha, sem grande esforço. Os meus movimentos eram mais lentos. Já não tinha voz. Trouxeram-me chá. Lentamente, tentei beber um pouco de chá, mas não consegui bebê-lo. Reconhecia que Jesus me segurava sempre e, pouco depois, caí de novo, na posição do Crucificado. Vivi a Crucifixão, pela segunda vez. No fim, fiz com os olhos um sinal a Pat, porque já não podia me mexer. A minha boca estava seca e sentia os meus lábios como verdadeiro pergaminho. Pedi a Pat que me umedecesse os lábios. Ele fê-lo, mergulhando o indicador na água e passando-me sobre os lábios. Fê-lo por várias vezes, para me aliviar a sede.
De novo, senti que a minha mão era erguida e colocada na atitude da benção bizantina. Quando os meus olhos pousaram sobre o Pe. Ljudevit Rupcic (que, entretanto, se havia juntado a nós) (veja o relato de Pat Callahan), a minha mão foi de novo usada para o abençoar. Então, Jesus falou pelos meus lágios e profetizou, por estas palavras:
Diga ao Pe. Father Rupcic que por fim, os Croatas serão libertos.
Nada é em vão.
Tudo isto é para a Minha Glória.
Bem-aventurados os obreiros da Paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque é deles o Reino dos Céus.
Alegrai-vos! Porque Vosso Rei está no caminho do Regresso. A Salvação está ao alcance da mão!
Quando tudo terminou, sentia-me de novo inteiramente bem e não fiquei com marca alguma.
(Na 5a. feira, 17 de Junho de 1993, enquanto viajava pelas Filipinas, Eu recebi um estigma no pé direito, o qual permanece até hoje.)
No dia 7 de Setembro de 1987, Nossa Santa Mãe dizia-me quanto os Sofrimentos de Jesus se iriam refletir em mim: "Os teus sofrimentos serão grandes, tu serás como um espelho, a refletir a imagem de Jesus. Sobre ti se refletirão os Seus Sofrimentos... Sobre ti se verão os Seus Sofrimentos".
No dia 20 de Abril de 1992, Javé dizia: "...e, por meio de ti, produzirei uma imagem visível de Mim Mesmo; tocarei os corações do Meu Povo e até mesmo as pessoas que jamais Me conheceram Me irão bendizer..."(V vol. pág. 26).




O testemunho do Pe. Michael O'Carroll:

A pequena reunião no quarto do hotel começou às 10:00h. Quase no início, Vassula virou-se para mim e murmurou: "Eu não me sinto bem".Avisei as outras pessoas, certo de que eles mesmos tomariam conta de Vassula, enquanto eu me via forçado a abandonar o quarto por alguns minutos. Quando regressei, vi que Vassula estava abatida e amparada por Pat Callahan. Estende-se no chão. E reconheci logo as atitudes que eu já tinha visto noutras ocasiões: o olhar a procurar alguma coisa, o rosto muito tenso, os braços erguidos em forma de cruz, ocasionais movimentos de contorção em todo o corpo, acompanhados de abafados gritos de angústia ou de gemidos. Desta feita, Vassula chorou várias vezes. Pat Callahan ajoelhou-se ao lado de Vassula e escreveu o que ouvia. A palavra "Paz" foi repetida várias vezes; depois, houve uma mensagem o Pe. Ljudevit Rupcic, OFM, e outra para a Conferência. E assim se cumpriam as palavras de Sor Lucy Astuto, a notável religiosa que tinha organizado a Conferência. Pouco antes, tinha ela mesma confiado a seus mais próximos colaboradores que tinha a intuição de que lhes seria dada uma graça particular. De fato, era a primeira vez que uma comunicação pública de uma tal experiência mística, na vida de Vassula, se tinha feito. Pat Callahan e eu decidimo-nos a quebrar o silêncio que até então tínhamos guardado, a respeito deste fenômeno de que tínhamos sido testemunhas.
Quando Vassula pareceu voltar a si, sugeri que se lhe oferecesse um pouco de chá. Mas ela não podia segurar a chávena e demos-lhe, então, o chá com a colher; não estou certo de que o bebeu. Depois, de modo um tanto inesperado, Vassula diz a Pat Callahan que a Paixão iria recomeçar. E foi o que aconteceu. Pat e eu umedecemos os lábios de Vassula, com gotas de chá e de água, que ela aceitou.
Na intenção de instalar Vassula no seu leito, como ela mesma nos tinha pedido, Pat e eu tentamos, um após outro, e depois os dois juntos, levantá-la do chão, para a transportar. Mas embora ela seja de constituição física bastante leve e pudesse, assim, ser facilmente transportada, verdade é que todas as nossas tentativas foram baldadas, apesar de todos os nossos esforços corresponderem a um desejo da sua parte. Tive a impressão de que Vassula se dava conta do cômico da nossa situação; ela sorria-nos, como para dizer: "tentai uma vez mais". Trabalhando no domínio da construção civil, Pat estava mais que habituado a levantar grandes pesos; ora, o certo é que ele não conseguia sequer mexer Vassula. Quando a Paixão terminou, Vassula sentou-se por ela mesma, no chão, sem esforço algum e, depois, instalou-se numa cadeira. Convencemo-la a tomar uma pequena refeição. Às 16 horas, estava disposta a fazer a sua conferência, que iria durar uma hora; antes da conferência de Vassula, Pat e eu, como já disse, tínhamos informado o auditório daquilo que se tinha passado.



O testemunho de Pat Callahan:

Tínhamo-nos reunido no quarto de Vassula, para discutir o processo de publicação das Mensagens de A Verdadeira Vida em Deus. Logo no início da reunião, Vassula diz-nos que não se sentia bem. No mesmo momento, o Pe. O'Carroll teve de regressar ao seu quarto para nele procurar alguns documentos. Vassula olhou para mim e pediu-me que me aproximasse dela. E diz-me: "Pat, vê se podes ficar ao pé de mim, que eu não estou me sentindo bem".Então, inclinou-se para a frente, como se estivesse em vias de desmaiar. Aproximei-me dela para a ajudar. Começou a curvar-se para a frente. Consegui impedi-la de cair e estendi-a no chão. Mostrava sinais bem claros de sofrimento.
Apesar de todos nós nos mantermos, ali, junto dela, Vassula começou a gemer e a chorar docemente. O seu sofrimento tornou-se sério e a grande angústia que dominava todo o seu ser era perfeitamente manifesto. Era como se ela não pudesse nem dominar-se nem conter um intenso sofrimento. O seu corpo contorcia-se em agonia. Não serei capaz de dizer o tempo que isto durou.
Dominada pelo sofrimento, começou a contorcer-se, de um lado para o outro; os seus movimentos tornavam-se cada vez mais violentos, como se alguma coisa a atormentasse e ela tentasse escapar-lhe. Então, de repente, os seus braços foram atirados para trás, como se estivessem cravados na cruz. Enquanto as suas mãos e os seus braços se mantinham fixados no chão, a cabeça e o tronco eram atirados para a frente e para trás, num grande sofrimento. O seu troco descolou-se, a uns vinte centímetros do chão, a partir das ancas e a cabeça inclinou-se sobre o ombro esquerdo. Mantinha-se erguida, nesta posição, as mãos como que cravadas no chão. Os seus pés estavam colados, um ao lado do outro; o joelho direito dobrado e ligeiramente erguido.
De maneira irreal, éramos testemunhas daquilo que nos parecia ter todos os atributos da Paixão do Senhor. Com o seu tronco descolado do chão, a imagem que eu via era a de alguém sobre a cruz. Os seus gemidos e gritos de agonia eram frequentemente interrompidos pela palavra "paz... paz... paz...", repetida inúmeras vezes. Não seria capaz de dizer quanto tempo isto durou; mas, finalmente, o seu corpo deixou de se mexer e ali ficou, suspensa, descolada do chão, como a descrevi. Mais tarde, o tronco apoiou-se no chão e Vassula ergueu as mãos. Os olhos abriram-se-lhe e o rosto tornou-se radiante, como jamais o tinha visto antes. Com muita doçura, as mãos erguidas, Vassula chamou: "Abba". Os lábios mexiam, como se falasse, mas não consegui entender nada. Voltou a ficar imóvel; mas pude ver muito bem que sofria sempre. A um dado momento, a cabeça inclinou-se para a frente e para a esquerda e imobilizou-se como se estivesse morta.
Com uma voz difícil de ouvir, Vassula diz: "Tenho sede". O Pe. O'Carroll trouxe um copo de água, mas não o podia beber. Eu estava ajoelhado por detrás do seu ombro direito. Vassula repousava, de braços estendidos, e parecia sofrer um pouco menos. Ergueu a mão, num gesto de benção, com os dedos na posição em que muitas vezes são representados os de Jesus, quando abençoa. Então, muito lentamente, Vassula pôs-se a abençoar cada um de nós. Numa grande agonia, e com determinação, enquanto dava a benção, a sua mão dirigiu-se para cada uma das pessoas, mas sem nunca as olhar. Fez o mesmo para cada um de nós, o Pe. O'Carroll, John Lynch, Christine Lynch e eu próprio. Tive a certeza de que era o próprio Jesus que nos abençoava do alto da Cruz. Vassula ficou imóvel, cruzou as mãos e colocou-as sobre o seu próprio corpo. E assim ficou, tranqüila, de olhos abertos. Nesse momento, uma das pessoas teve que sair do quarto.
Então, desloquei-me e vim ajoelhar-me à direita dos pés de Vassula. Ela ficou assim, tranqüilamente estendida, por um momento. Depois, voltou lentamente a cabeça, para me olhar, como para me dizer alguma coisa. Inclinei-me para escutar. Pediu-me que a ajudasse a sentar-se. Parecia que os seus sofrimentos teriam terminado. Coloquei uma das mãos debaixo do seu ombro direito a fim de a levantar, mas logo me apercebi de que de modo algum a poderia mover. Era uma sensação muito estranha: não era como erguer um fardo inerte - aquilo que aliás eu estou já perfeitamente habituado a fazer com facilidade, como trabalhador da construção civil; era como se eu tentasse opor-me a uma força viva. Vassula fixou-me nos olhos; compreendeu que não podia erguê-la e que tão pouco ela própria me podia ajudar. Então, um ligeiro sorriso brincalhão se lhe estampou no rosto; e eu voltei a ajoelhar-me. Nesse momento, não compreendera o significado de um tal sorriso.
Voltei a instalar-me a seus pés. Sempre com muita doçura, e de um modo difícil de se ouvir, voltou a pedir-me, por várias vezes, que a ajudasse a sentar-se. Em cada uma delas eu tentava fazê-lo, mas não o conseguia; e, em todas, o pequeno sorriso voltava a cair momentaneamente sobre o seu olhar. E já eu me interrogava a mim próprio sobre o que poderia significar um tal sorriso. Era como se o Senhor me dissesse: "Como és capaz de tão pouco, sem a Minha ajuda! Tu nem sequer podes ajudar uma pessoa tão leve a sentar-se!...". Era igualmente uma afirmação, como a fazer-me o Senhor compreender: "Está bem, tu não podes fazer tudo, porque sou Eu que tenho tudo na palma da Minha Mão. Descansa e fica em paz.".
No momento em que eu estava ajoelhado aos pés de Vassula, depois de ela ter passado por tão duros sofrimentos, com o corpo sacudido por tormentos, veio-me ao espírito que nós, afinal, acabamos por ter sido todos, muito simplesmente, testemunhas de uma crucifixão, onde as únicas coisas que faltavam eram os verdadeiros cravos e o sangue. Como partilhar aquilo que vimos, aquilo que sentimos com a nossa própria sensibilidade? Parecia-nos ter sido testemunhas de algo muito, muito profundo, de bem terrível, de bem santo, de bem sagrado, algo de tremendo, extremamente doloroso; mas, apesar de tudo, um dom imenso. Era como que a Crucifixão de Jesus atualizada, revivida.
A um dado momento, quando tentava uma vez mais levantar Vassula, eu estava a fazer o máximo de esforço de que sou capaz, a ponto de ficar verdadeiramente derreado. Sentia-me acabrunhado. Dava-me então conta de que aquilo que eu tentei erguer eram os pecados de todo o mundo, colocados nas costas de Jesus. Depois, e de um modo mais pessoal, senti o peso dos meus próprios pecados sobre o mesmo Jesus, pecados que Ele Próprio tinha livremente aceitado carregar. E eles eram tão pesados que, com todo o meu vigor, eu nem sequer os podia mexer. Eu não sei quantas vezes tentei erguer Vassula; talvez três ou quatro. E tão pouco sei quanto tempo tudo isto durou.
O Pe. O'Carroll veio sentar-se ao pé de nós. De novo Vassula pediu que a ajudássemos a sentar-se. Mesmo, juntando-nos os dois para a ajudar, nós nem sequer a podíamos mexer. E, uma vez mais, aquela sensação bem diferente de tentar levantar um pesado fardo inerte. Era como se tentássemos contrariar uma força viva. Pouco depois de o Pe. O'Carroll e eu termos tentado erguê-la, Vassula apoiou-se e sentou-se ela própria. Era como se o Senhor nos lembrasse: "Tudo chega no Meu tempo. A não ser que recebais a Minha ajuda, a Minha assistência, vós não podeis fazer senão bem poucas coisas".
Quando Vassula estava sentada no chão, parecia muito, muito fraca. Trouxemos-lhe uma cadeira e o Pe. O'Carroll ofereceu-lhe uma chávena de chá - ele mesmo me explicou que ela aceita, por vezes, um pouco de chá, depois deste gênero de provações. Ajudamo-la a sentar-se na cadeira, junto da mesa. Vassula ficou sentada, muito calma e tranqüila, acomodada na cadeira. Depois de ter encomendado o chá, olho para o relógio; eram cerca de 12:15h. Quando o chá chegou, oferecemos-lho, mas Vassula não podia com a chávena. Apresentamos-lhe um pouco de chá com uma colher, mas não o tomou; parecia extremamente fraca.
Pensando que a prova da Paixão tivesse terminado, o Pe. O'Carroll voltou para o seu quarto. Creio que John Lynch fez o mesmo. Tentei de novo ajudar Vassula a tomar o chá; olhou para mim e disse-me: "Pat, eu creio que ainda não terminou". E, imediatamente a seguir, por uma segunda vez, inclinou-se para a frente, a ponto de cair da cadeira. De novo, consegui impedi-la de cair e acomodei-a no chão. Passou pelas mesmas provações que a primeira vez, mas não por tanto tempo nem tão duramente. Pôs-se a gemer, a fazer queixas e a chorar amargamente. Foi de novo estirada sobre a cruz, numa grande agonia e em grandes tormentos. Passado um momento, olhou-me. Compreendi que desejava alguma coisa. Com muita doçura, murmurou: "Tenho sede!".
Lembrei-me dos primeiros esforços bem infrutíferos do Pe. O'Carroll para tentar dar-lhe de beber com um copo. Veio-me então à lembrança que, quando tínhamos de tratar algum membro da família, umedecíamos-lhe os lábios com um pedaço de algodão. À falta de algodão, foi mesmo com o dedo que eu próprio lhe umedeci os lábios - os Lábios do Senhor. E, no momento em que eu ali estava, silenciosamente, de joelhos, vieram-me ao espírito as palavras de uma Mensagem: "Os Meus Lábios estão ressequidos por falta de amor". Fiquei simplesmente esmagado de dor. A primeira coisa que me veio à mente foi: quão pouco amor eu mesmo dou ao meu Senhor, quão pouco amor nós damos a Nosso Senhor. Então, eu dei-me perfeitamente conta de quão pouco amor eu dou ao meu Senhor e, apesar disso, quão grandes são o amor e a ternura que Ele Mesmo tem por mim e por cada um de nós. Tornei-me consciente do dom profundo - e aliás bem simples - que o próprio Senhor me fazia de me permitir que umedecesse os Seus Lábios ressequidos, como um pequeno ato de amor e gentileza. Fez-me compreender quanto isto era importante para Ele.
Uma imensa sensação de reconforto e de alegria me invadiu, então, ao saber que o Senhor me permitia, conhecendo embora as minhas faltas e os meus pecados, servi-Lo de uma forma tão pessoal e íntima, servindo assim esta minha "irmã". Tornei-me, assim, consciente daquilo que ele espera de nós. O que Ele quer é simplesmente um pouco de amor. Ele quer que tudo o que eu faça, o faça com amor. Lembrei-me de quanto a Madre Teresa ama e serve as pessoas com gestos bem simples e como, em cada pessoa que ela serve, ela mesma vê Jesus. As palavras de Madre Teresa "o que nós fazemos, façamo-lo com amor" fizeram-se-me presentes.
No momento em que ergui os olhos, verifiquei que Vassula me olhava como para dizer-me alguma coisa. Inclinei-me sobre ela. E ela deu-me uma Mensagem para o Pe. Rupcic. Falando com muita doçura e mui lentamente, Vassula diz: "Diz ao Pe. Rupcic que, por fim, os Croatas serão libertos". Enquanto ela continuava a falar, peguei no papel para escrever. E Vassula prosseguiu: "Nada é em vão, tudo isto é para Minha Glória". Vassula tinha começado a exprimir-se com muita doçura e lentidão; mas, gradualmente, pôs-se a falar cada vez mais depressa. Fui rapidamente ultrapassado, não conseguindo acompanhá-la. Comecei a escrever a quarta Mensagem: "Benditos os obreiros da paz..." Faltou-me o fim desta passagem; mas, se não me falha a memória: "... porque eles verão a Deus". A quinta mensagem era: "Benditos os puros de coração, porque eles também verão a Deus". Depois, veio a sexta mensagem: "Benditos..." (e já não consegui anotar a continuação). Pude escrever a Mensagem final, que era: "Alegrai-vos, porque o vosso Rei está no caminho do Regresso. A Salvação está ao alcance da mão!". Podia ver-se que Vassula estava dominada por um grande sofrimento, enquanto falava. Eu estava sempre ajoelhado.
Enquanto passava esta Mensagem ao Pe. O'Carroll, alguém bateu à porta; o Pe. O'Carroll foi abrir: era o Pe. Rupcic. Falaram alguns minutos, no corredor, enquanto eu estava ajoelhado ao pé de Vassula. Ela diz: "Diz ao Pe. Rupcic que entre". E pediu-me que lesse esta Mensagem: "Diz ao Pe. Rupcic que, por fim, os Croatas serão libertos". O Padre estava à direita de Vassula, num canto. Vassula olhava a direito, para a sua frente.
No momento em que assim estava, o seu rosto mudou de aparência; tornou-se radiante, estático, uma aparência magnífica, um misto de alegria e de sofrimento, como que transfigurada; os olhos eram grandes, abertos, e Vassula olhava em frente, para diante dela. Precisamente depois de ter lido a mensagem ao Pe. Rupcic, Vassula ergueu a mão na sua direção e abençoou-o (Jesus abençoou-o) como já o tinha feito antes, para nós, mui lentamente, com determinação, olhando a direito, para a sua frente, e não olhando para o Pe. Rupcic.
Passado um momento, o Pe. Rupcic saiu do quarto, levando os bilhetes em que eu tinha escrito as Mensagens. Voltou para nos devolver e ficou apenas com aquele que lhe havia sido destinado.
A prova da paixão de Vassula continua, com todas as aparências de um grande sofrimento e de uma grande agonia; os braços, primeiro estirados sobre a cruz; depois, dobrados sobre o peito, os olhos fitados ao longe, à sua frente, com esse aspecto diferente, essa aparência magnífica, quase radiante, uma espécie de misto de paz profunda, de alegria e, entretanto, de um bem visível sofrimento. Eu estava de joelhos, junto do seu ombro direito. O Pe. O'Carroll procurava o meio de lhe dar um pouco de conforto. De novo ouvi Vassula a dizer: "Tenho sede". O Pe. O'Carroll trouxe água e, com toda a gentileza e ternura, umedeceu-lhes os lábios (os Lábios de Jesus), com a ponta do dedo. E Vassula pareceu ficar mais em paz.
O Pe. O'Carroll saiu do quarto. Ajoelhei-me, em silêncio, aos pés de Vassula, para rezar. Eu já tinha rezado, assim, enquanto Vassula sofria a paixão. Ela murmurou e olhou-me, dizendo: "Tenho sede". Acabrunhado, umedeci de novo os seus lábios com o meu dedo (eram os Lábios de Jesus!). O meu coração estava mergulhado na consciência que tinha do desejo de Jesus de receber um pouco de amor. Era uma imensa alegria de poder servi-Lo deste modo.
Passado um momento, Vassula começou a mexer-se como se quisesse sentar-se. Desloquei-me, a fim de que ela pudesse apoiar-se no meu braço; o que, na realidade, fez. Quando se sentou, ficou tão fraca, que teve de se apoiar em mim. E segurei-a por um pequeno momento. Estava ainda de tal modo dominado pela realidade dos sofrimentos de Jesus por causa dos meus pecados, que tive a impressão de que tinha Nosso Senhor nos meus braços, depois da crucifixão. Sentia-me como se Nossa Senhora me fizesse saborear a Sua imensa dor e a grande ternura que Ela mesma tinha por Seu Filho. Por um curto instante, foi como se eu próprio fosse Maria com Seu Filho nos braços. Não encontro outra forma de explicar isto.
Gradualmente, Vassula voltou a si e ajudei-a a sentar-se na cadeira, junto da mesa. Perguntei-lhe se queria tentar de novo beber um pouco de chá. Aceitou e eu servi-lho; mas ela estava tão fraca que não conseguia segurar a chávena. Dei-lhe um pouco de chá com a colher. Desta vez, bebeu um pouco. Parecia estar a voltar a si, lentamente.
Olhei uma vez mais para o relógio: eram cerca de 13:45h. O Pe. O'Carroll voltou e instalou-se na borda do leito. Vassula recupera gradualmente as suas forças. Parecia muito fatigada. Bebeu o chá e disse que, agora sim, estava perfeitamente bem. O Pe. O'Carroll perguntou-lhe se queria comer alguma coisa, antes de irem fazer as conferências. A do Pe. O'Carroll deveria começar às 15:00h. E Vassula pensou que teria ainda tempo de comer uma sopa.
Antes de sair do quarto, Vassula abraçou ternamente o Pe. O'Carroll. E dirigimo-nos para o restaurante. Ali mesmo, eu próprio mostrei a Vassula o papel em que tinha escrito as Mensagens. Vassula fez algumas correções ao que eu tinha escrito e completou o que estava inacabado: "Benditos os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus" e "benditos os pobres em espírito, porque é deles o Reino dos Céus". E fomos, um pouco depois do Pe. O'Carroll ter ido para a conferência.
Entre a sua experiência da Paixão e a conferência, Vassula não teve tempo para repousar. É verdadeiramente miraculoso que tenha podido recuperar tão rapidamente as suas forças. Depois do breve pequeno almoço, este seu hóspede acompanhou-a à sala da conferência, onde, das 16 às 17:00h, Vassula falou das Mensagens de Jesus.
(reflexões de Pat)
Durante a paixão de Vassula, a posição da sua cabeça era a oposta à dos crucifixos; a cabeça de Jesus é sempre representada como inclinada para a Sua direita. A cabeça de Vassula estava inclinada para a sua esquerda. Notei igualmente que é o joelho esquerdo de Jesus (e não o direito) aquele que está ligeiramente erguido; enquanto, no caso de Vassula, era o joelho direito (n.d.t. portuguesa: esta simetria manifestamente inversa "ao espelho" ilustra de modo impressionante as palavras que Maria dirigira a Vassula, no dia 7 de Setembro de 1987: "Tu serás como um espelho, a refletir a imagem de Jesus; em ti se refletirão os Seus Sofrimentos").
No dia seguinte, no Franciscan Prayer Center, em Independence, onde Vassula devia falar, no momento da celebração da Festa do Corpo de Cristo, tinha ficado um momento, na presença do Santíssimo Sacramento. A paixão de Vassula continuava a desenrolar-se diante dos meus olhos, como se sentisse a necessidade de fazer qualquer coisa mais, talvez o recordá-la, uma vez mais, para a escrever. A princípio, não me dei conta disso. Mas, por fim, entreguei-me à idéia e comecei a tomar algumas notas. Lembrei-me, então, da Missa de sexta-feira à tarde, que o Pe. O'Carroll e o Pe. Rupcic concelebraram, no quarto de Vassula. À Comunhão, o Pe. Rupcic deu-nos igualmente a beber o Precioso Sangue. Quando O recebi, vi flutuar, no Cálice, uma Hóstia irregular, assim como alguns pedaços. A Hóstia flutuava, ondulando, como se fosse mais fina, sem rigidez, flexível. Fiquei surpreendido e interroguei-me sobre o que tinha visto. Eu não vi que o Pe. Rupcic tivesse metido alguma Hóstia no Cálice, mas pensei que o tivesse feito sem que eu o notasse.
Na manhã de sábado, perguntei a minha esposa Sue que, na sexta-feira, tinha recebido a Comunhão precisamente antes de mim, se ela tinha visto o Pe. Rupcic colocar alguma Hóstia no Cálice. Ela respondeu-me que não. Ela mesma não tinha visto Hóstia alguma no Cálice, quando recebeu a Comunhão. Disse-me, então, que aquilo que eu vi devia ser o Corpo de Cristo e que teria sido uma graça muito especial para mim. E foi então que eu me dei conta do que vi: Era o Corpo Dividido de Cristo, e essa experiência estava nada menos que ligada à cena da paixão de Vassula, neste sentido: nos dois casos, tratava-se do Sacrifício incruento da Cruz. Em cada Missa, Jesus oferece-Se a Si Mesmo, oferece ao Pai o Seu Corpo, o Seu Sangue, por cada um de nós. Tendo eu sido testemunha da paixão de Vassula, tornei-me assim consciente da agonia que Nosso Senhor sofreu. Nós vimos o Sacrifício incruento da Cruz, revivido, re-atualizado, através de Vassula.
A consciência da presença de Nosso Senhor, em Vassula, durante a sua paixão, era tão forte e real, que Vassula parecia desaparecer n'Ele. Eu cheguei a perder completamente a consciência de que se tratava de Vassula.



O testemunho de Chris Lynch:

Estava ocupada no meu stand de livros, o Omaha Conference Center, no sábado, 12 de junho de 1993, quando, pelas 09:40h, me enviaram uma mensagem, pedindo-me que me dirigisse ao quarto de Vassula, no Red Lion Hotel, onde se decidira realizar uma pequena reunião.
Vassula, o Pe. O'Carroll, John Lynch, Pat Callahan e eu própria, deveríamos falar dos três novos livros que eu acabara de publicar, bem como da sua distribuição. Passados uns vinte minutos, vi Vassula segredar qualquer coisa ao Pe. O'Carroll. O Pe. O'Carroll levantou-se, dizendo-nos que Vassula não se sentia bem e que seria preferível, a fim de a deixar repousar, continuar a discussão num outro quarto. John e eu levantámo-nos e o Pe. O'Carroll aproximou-se da porta. Pat Callahan aproximou-se de Vassula, que apoiou a cabeça no ombro de Pat, dando a impressão de se sentir muito fraca.
Seguidamente, aconteceu algo de muito estranho. Enquanto um segundo antes a cena era como acabo de a descrever, de repente, Vassula acaba agora por estar estendida no chão, no centro do quarto, a um metro do lugar em que se encontrava sentada, com Pat. Embora nesse momento eu a estivesse a ver, verdade é que não a vi cair. Pareceu-me ficar ou instalar-se ali de repente, em pleno chão, de olhos a fitar o teto, os braços ao longo do corpo, as pernas estendidas, perfeitamente juntas.
Penso que todos nos demos conta de que se passava algo que saía do ordinário, porque nenhum de nós se mexeu ou foi em sua ajuda. Estávamos simplesmente ali mesmo, de pé. Passado um pequeno instante, Pat ajoelhou-se no chão, ao lado dela.
Os noventa minutos que se seguiram foram, para mim, simultaneamente muito especiais e muito estranhos; e, entretanto, extremamente belos. O tempo parou, literalmente.
Todos nós vimos, estirada no pavimento desse quarto do hotel, essa franzina silhueta de longos cabelos louros tomar lentamente a posição de Cristo, na Cruz. Os seus braços elevaram-se lentamente para trás, até fazerem um ângulo de cerca de quarenta e cinco graus, os dois joelhos colados juntos, ligeiramente dobrados. Passados alguns instantes, as mãos e os pulsos pousados no chão, os ombros e a cabeça ergueram-se literalmente no ar, numa posição inteiramente irreal; depois, a sua cabeça "caiu" ou pendeu para o seu ombro esquerdo, de modo idêntico às imagens de Cristo cravado na Cruz, enquanto o Corpo de Cristo pende, com todo o Seu peso e a Sua Cabeça se inclina para a frente sobre o Seu Ombro. Podíamos ouvir ligeiros gemidos. E Vassula ficou um momento nesta posição. Teriam sido uns trinta segundos ou três minutos, não consigo fazer uma idéia; estávamos fora do tempo e do espaço. Passado um tempo realmente indeterminado, os seus ombros e a cabeça pousaram no chão.
Isto mesmo se repetiu várias vezes,durante os noventa minutos em que eu estive presente.
Durante os períodos de calma, entre essas posições "crucificadas", o Pe. O'Carroll ofereceu-lhe, primeiro, de beber; mas Vassula recusou. Uma segunda vez, tentou dar-lhe um gole de água fria; mas Vassula estava impossibilitada de levantar a cabeça. À terceira vez, Vassula tentou falar e, mui lentamente, com grande dificuldade, como se a boca estivesse muito seca e doída, as palavras "PAZ, PAZ, PAZ" passaram pelos seus lábios, por cinco vezes.
Nesse momento, duas coisas se me fizeram claras: que era o próprio Jesus que Se nos estava revelando na Cruz e que Ele queria que nós, os quatro aqui presentes, levássemos a Sua Paz e que A retirássemos da Cruz.
Caí num verdadeiro vale de lágrimas por mais de uma vez, plenamente consciente do meu próprio pecado; dominada por um grande temor, por tudo quanto estava acontecendo, uma vez que Nosso Senhor e Nosso Deus estava respondendo, de uma forma tão profunda, à nossa oração e às nossas súplicas.
Antes de deixar este quarto de hotel, nesta manhã inesquecível, Jesus fez-nos ainda ver duas coisas: Num dado momento, depois de a posição de "crucificada" se ter libertado, os braços de Vassula estenderam-se a todo o seu comprimento e ao longo do seu corpo. Depois de uma pausa, os seus dois olhos castanhos, que ainda não tinham deixado o teto, olharam-nos, a todos os três que estávamos a seus pés. O seu braço direito começou gradualmente a elevar-se em sinal de paz, o polegar segurando o anelar e os outros três estendidos em sinal de paz. Isto mesmo o repetiu por três vezes, diante dela, onde Pat, Pe. O'Carroll e eu nos encontrávamos; e um bem longo sinal de paz a John, que estava à sua direita, de olhos fitos no chão, enquanto ela parecia desejar que a olhasse. A última coisa que Jesus nos mostrou foi completamentte diferente, mas completou a mensagem que nos deu nesse dia.
Tinha-se passado uma boa hora, depois desse extraordinário acontecimento ter começado, justamente depois de uma posição de crucifixão, quando se tinh
a perguntado a Vassula se desejava que a colocássemos numa cadeira ou no leito, Vassula fizera compreender, fechando os olhos, que aceitava. Ajoelhei-me a seu lado, com Pat do outro lado e ambos tentamos meter-lhe as mãos por baixo, de modo a erguê-la do chão, e ela, uma pessoa tão franzina. Fiquei surpreendida e, mais ainda confusa, por verificar que me era impossível mesmo o apenas deslizar os meus dedos debaixo da sua cabeça. Estava pesada e rígida como uma estátua de pedra, maciça, inamovível. O Pe. O'Carroll, atrás de mim, murmurava: "é o peso dos pecados do mundo".
Faz agora precisamente dois meses que eu vivi esta experiência estranha, maravilhosa, extraordinária e poderosa. Certamente, pensei que se tratasse de algo muito grande. O que para mim é bem claro é que aquilo que Jesus nos mostrou, é Ele Mesmo, na Cruz; é que Ele sofre e carrega o intolerável peso dos pecados do mundo. Ele mostrou-nos, através deste "HINO DE AMOR" que Ele próprio canta em "A Verdadeira Vida em Deus", que Ele deseja que nós sejamos humildes, gentis, meigos e que, através destas mensagens, trabalhemos pela Paz, pelo Amor e pela União.
Foi a Sua Paz que Ele Próprio nos deu, ao Pe. O'Carroll, a John, a Pat e a mim mesma.
Via-me obrigada a sair deste quarto ao meio-dia para regressar ao meu stand de livros de Vassula, ao Centro das Conferências. Ao sair do quarto, lancei um último olhar sobre esse quadro: três pessoas reunidas à volta dessa pequena silheta estendida, imóvel: a crucifixão, realizada aos nossos próprios olhos. Tinha pena de ir embora; o meu coração estava com Nosso Senhor Bendito e senti uma profunda tristeza por vê-Lo tão ferido e em tais sofrimentos por causa dos nossos pecados.



RESTAURA A MINHA CASA
2.3.1988 

Recitei as três orações.

São Miguel:

- Louvado seja o Senhor! Glória a Deus!


 - Jesus? 


- O Amor está aqui. Glorifica o Meu Nome. Reanima a Minha Igreja. Restaura a Minha Casa. Enfeita o Meu Jardim ! Nunca mais façais o mal. Ecclesia reviverá e a Paz reinará no meio de todos vós. Vassula, quero-te perfeita... Sê inocente. Eu amo as criancinhas, justamente pela sua inocência; elas não têm malícias. Vem, vem e perdoa a todos aqueles que te têm rejeitado. Que os seus pecados sejam como águas afastadas. Flor, embelezarei a tua alma, para desarmar os corações de pedra. Dá! Dá! Dá-lhes. Paga o mal com o amor. Sê o Meu reflexo! Oh! Pedro! Meu Pedro! Bem-amado da Minha Alma, reconduz o meu rebanho à Integridade! Pedro? Bem-amado, olha para Mim, contempla-Me, no Rosto. Honra-Me, a Mim, teu Senhor. Agora, o Amor e a Lealdade encontram-se. A Retidão e a Paz estão mesmo ás tuas portas. Eu liberto todos aqueles que se agarram a Mim. Eu sou o vosso Refúgio. Olha à tua volta, Pedro! Não olhaste? Não viste? Os Meus Olhos estão cansados de ver os Cains que massacram os Meus Abéis, porque Eu dei-lhes ouvidos, mas eles recusam-se a ouvir; dei-lhes olhos, mas recusam-se a ver. O seu coração endureceu-se; eles procuram a sua glória e não a Minha. Oh! Pedro, como estou cansado!... Falta o Amor... Glorifica-Me, Pedro! Glorifica-Me, bem-amado. 


Cheio de amor, Jesus falou a Pedro. Nosso Senhor parecia muito triste e cansado. Falando a Pedro, parecia estar certo de poder contar com ele. 





quarta-feira, 13 de março de 2013

A OBEDIÊNCIA A DEUS É MAIS IMPORTANTE QUE A
OBEDIÊNCIA AOS HOMENS
29 de Dezembro de 1996 

- Meu Senhor? 



- Eu Sou. Aqui estou, diante de ti. Não tenhas medo, Minha filha 1Não compreendeste ainda que a obediência a Deus é mais importante que a obediência aos homens? Que fizeste tu, Minha filha! 2 

Quando ouvi esta última frase, senti "surpresa" no tom de Deus, mas ao mesmo tempo, senti que estava "chocado" e a sua repreensão era como a de uma mãe que surpreende o seu filho no momento em que faz algo de mal; havia igualmente desapontamento e tristeza, mas nenhuma dureza; ao pronunciar estas palavras, fez-me compreender que as tinha já pronunciado antes e, antes mesmo de ter concluído a Sua frase, deu-me a luz de percepção, para que eu soubesse onde e a quem Ele tinha já dito estas palavras. Depois de ter concluído a Mensagem, abri o livro do Gênesis e encontrei, palavra por palavra, em Gn 4,10, a mesma exclamação "Que fizeste tu?" justamente onde Deus surpreendeu Caim, que acabara de matar seu irmão Abel. E foi aí mesmo que eu me dei conta da gravidade do meu pecado... 

-  Tu pertences-Me, e embora sejas uma nulidade, o Meu Amor ajudar-te-á sempre; embora sejas miserável, a Minha Misericórdia irá sempre trazer-te a tua herança. Sim, Ela te conduzirá ao Meu Sagrado Coração. Tu não vales nada, diante da Minha Glória e diante dos Meus santos 3 ; no entanto, sempre que estejas no Meu seio, estás escondida em Mim, estás n'Aquele que justifica os pecadores; e então, a tua alma, Minha má criaturinha, é tida como justificada por Minha causa.

Era uma das tuas quedas; mas, por grave que seja o teu pecado 4 , a graça será agora ainda maior, uma vez que reconheceste 5 o que tinhas feito e vieste a Mim pedir-Me perdão. Agora, estás uma vez mais viva, não pelo teu próprio poder, mas pelo Meu Poder.  Vem sempre a Mim, consultar-Me, antes de tomar qualquer decisão; e Eu dar-te-ei sempre um bom conselho e corresponderei sempre às tuas necessidades.

Observa os Meus mandamentos e não Me ofendas. Lembra a cada um o que a beleza do Meu Espírito traz à humanidade; ela 6 traz-lhe a paz, o amor, a doçura, a gentileza, a paciência, a veracidade, a generosidade, o domínio de si mesma e a misericórdia, que os conduzirão à vida eterna.  Não te canses, Minha filha, de trabalhar para Mim; e embora as tuas cruzes sejam muitas, não te queixes.

Se és, de longe, a Minha mensageira mais atormentada do vosso tempo, é porque vens de Mim e a Palavra que te está a ser dada é verídica. A Minha Palavra torna evidente que as vias desta geração são más e estão ligadas ao mundo lá de baixo; mas Eu ficarei contigo e o Meu Espírito Santo será o teu Guarda e a tua Lâmpada, a tua Alegria e a tua Força. Ele manter-te-á alegre, uma vez que estás escondida em Nós, que somos Três Vezes Santos. Vem a Mim com uma inteira confiança e lembra-te: as tuas provações são a Minha Glória...

"O Senhor é misericordioso
e compassivo,
Tardo na ira e cheio de clemência.
Não está sempre a repreender,
Nem guarda ressentimento
para sempre.
Não nos trata segundo
os nossos pecados,
Nem nos castiga segundo
as nossas culpas" 

(Sl 10, 8-10).





terça-feira, 12 de março de 2013

DEIXA QUE EU, NA TUA NULIDADE, SEJA TUDO
26.2.1989 

- Senhor? 


- Eu Sou. Tem a Minha Paz. Há mais de três anos que te ensino, não é assim? 

- Sim, Senhor, é verdade. 

- Então, tem confiança, que Eu não te iria abandonar precisamente agora; os Meus Laços são Laços Eternos; tu estás ligada a Mim: Eu e tu, tu e Eu, para sempre, em união de Amor. 

Inesperadamente, senti saudades de meu Pai Celeste: desejo estar com Ele, mais perto. Senti-me como uma órfã, uma viúva. É muito pungente, o desejo de Deus. 

- Oh! Sim! Deseja-Me; tu estás na Minha Graça; deseja-Me, a Mim, teu Deus; deseja-Me, a Mim, teu Pai. Faz com que Eu sinta que tu não pertences ao mundo. Agrada-Me, Minha flor, e vira-te para Mim, procurando Minha Luz; tem sede de Mim; justamente como uma flor tem necessidade de um Guarda para conservar a sua beleza, assim também tu, sente necessidade de Mim, tem necessidade da Minha Luz, tem necessidade das Minhas Fontes; cresce, Minha bem-amada, cresce na tua fé. Vem. Siciar-te-ei ao ouvido a passagem das Escrituras que deverás ler, na próxima reunião. Apoia-te a Mim e Eu ajudar-te-ei. Lembra: tu és um nada; deixa que Eu, na tua nulidade, seja Tudo; controlarei sempre o azeite da tua lâmpada; não mais a deixarei secar; terei, acesa, a tua chama; nunca te deixarei na escuridão. O Meu Reino realizar-se-á na Paz e, por isso, quero que Me não percas nunca de vista!

  - Senhor? 

- Eu Sou. 

- Posso pedir-Vos uma coisa? 

- Está à tua vontade.  

- Senhor, Vós ressuscitastes-me dos mortos, não é verdade? 

- Eu ressuscitei-te.  

- Meu Senhor e Salvador, alimentastes-Me, com grande abundância; vigiai por mim, dia e noite, a fim de que o mal não caia sobre mim; elevais-me para Vós, quando estou para ser espezinhada pelos meus perseguidores. Vós sois o meu Guarda, o meu Guia, o meu Mestre, o meu Esposo, o meu Santo Companheiro. Vós Sois Deus Terníssimo. Senhor, deixai que vos peça isto: derramastes sobre mim o Vosso Espírito; e não derramareis o Vosso Espírito, também sobre os meus irmãos? Procurastes-me entre os mortos, ressuscitastes-me; e não ressuscitarás também os outros mortos? 

- Minha Vassula, farei ressurgir os mortos. Estou já perto desses cadáveres, porque eles verão à sua volta algo que jamais ouviram contar e testemunharão algo nunca ouvido. Aqueles que jamais ouviram falar da Minha Beleza ver-Me-ão a Mim, a Luz; e aqueles que jamais ouviram falar do Meu Amor, compreenderão e serão convertidos. Eles serão os novos Vasos da Minha Palavra para Me reconduzirem à juventude. Sim, serão os estrangeiros que reconstruirão a Minha Igreja, reconstruirão as antigas ruínas, reerguerão aquilo que agora está devastado, restaurarão tudo aquilo que agora jaz em ruínas. Não o notaste já? 

- Mas esses são tão poucos, se os compararmos às devastadoras ruínas da Vossa Igreja, Senhor. 

- Eu multiplicá-los-ei. Espera e verás. O Amor regressará como Amor. Eu estou sempre contigo. Vem; agora, descansa em Mim. Nós?

 - Para sempre.